domingo, 6 de setembro de 2015

06 de Setembro Dia Internacional da Ação pela Igualdade da Mulher - Reflexões sobre as Mulheres de Axé

Cerimônia Afro-brasileira
Google Imagens, 
         Hoje, 06 de setembro é comemorado o Dia Internacional da Ação pela Igualdade da Mulher, tendo em vista o cenário de desigualdades que assolam as relações entre homens e mulheres, seja no ambiente familiar, no trabalho, nos mais diversos setores das sociedades mundiais. São milênios de história nos quais mulher é tratada como sexo frágil, como ser incapaz de desenvolver determinadas atividades, principalmente aqueles em que envolve poder de decisão.
          É verdade que nas últimas décadas esse cenário vem mudando em alguns países em função da luta de mulheres que batalham por uma vida digna, justa e igualitária. Muitas deram suas vidas por essa causa, que ao meu ver é uma questão de humanidade, de respeito e uma necessidade para uma convivência harmônica entre os povos, tratar a mulher como ser capaz de estar e desenvolver qualquer atividade humana.
          Ainda existem milhões de mulheres que ainda vivem subjugadas a todas as formas de violência e a uma vida degradante e infeliz. No contexto brasileiro isso se configura nas mais variadas formas de discriminação que recai sobre as mulheres, e quando nos referimos as mulheres negras a situação se torna mais complexa devido ao nosso longo histórico de racismo.
Arte Mães de Santo
Google Imagens, 2015.

          Mas aqui gostaria de chamar a atenção para uma questão ainda pouco vista pela nossa sociedade, é o caso das mulheres de terreiro, as Mães de Santo, as Yas, que fazem parte da base religiosa afro-brasileira, se fazendo presente nas diversas religiões de Matriz Africana. São mulheres, na maioria dos casos, invisíveis para a sociedade, para o poder público, sendo sempre estigmatizadas como bruxas feiticeiras, seres do mal, mas que na realidade trazem um histórico de trabalho dedicado as suas comunidades, de amor as suas religiões e seus ancestrais, que não deixam morrer as tradições de nosso país, que é negro, é afro, de raízes tão africanas e indígenas, não desmerecendo a contribuição das mulheres branca.
          Hoje, dia emblemático cabe uma reflexão sobre o papel importante dessas mulheres para a história desse país. Vamos saudar nossas Yabás, os Orixas femininos Nãna, Oxum, Ewá, Iemanjá, Iansã, Obá, nossas Mães de Santo que lutaram e lutam por seus ideais, aqui destaque para Mãe Minininha do  Gantois, Mãe Estela de Oxossi, Mão Gilda e todas mas mães desse imenso país que em seus afazeres diários mantém suas tradições, sua religiosidade.
Obra do Artista Plastico Wilson Tibério (1923-2005)

         Recomendo mais uma vez que assistam ao documentário Mulheres de Axé- - Vozes contra a Intolerância para compreender mais sobre a temática.

Segue o Link para o documentário.
Mulheres de Axé - Vozes contra a Intolerância


Por Ana Paula de Lima

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