Hoje vamos falar um pouco sobre as heranças da escravidão, mas especificamente a escravidão negra, que na realidade nunca acabou neste país, apenas vestiu novas roupas, se adaptou ao chamado progresso da nação, consentiu novas formas de se fazer presente nas estruturas sociais do Brasil. A cena descrita na pintura de Debret acima, data do século XIX, mas em pleno século XXI essas cenas ainda são comuns, agora as empregadas domésticas, em sua maioria negras, deixam seus filhos nas periferias das cidades para cuidar da casa e dos filhos da burguesia.
São mães que desde cedo convivem com a solidão, com a inquietação de não cuidar da educação de seus filhos, de não estarem presentes nos momentos em que eles precisam. E essa realidade ainda piora quando o Estado não faz a sua parte e as políticas públicas não atingem suas finalidades, ou seja, educação, saúde, segurança, moradia, lazer não chegam as periferias das cidades, e quando chegam a qualidade é desoladora. E nessa perspectiva quem chega com toda a "assistência" é o tráfico de drogas, a violência, a morte.
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Há muito a ser feito, a ser repensado, precisamos enxergar a diversidade de cores existentes, e que nenhuma é melhor ou pior do que a outra. É necessário valorizar a cultura, a história, a religião, as formas de sentir e de pensar as diversidades que tornam o Brasil um país exuberante.
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Por Ana Paula de Lima

















